Para responder a questão, leia com atenção o texto a
seguir.
Meu ideal seria escrever uma história tão engraçada que aquela
moça que está doente naquela casa cinzenta quando lesse minha
história no jornal risse, risse tanto que chegasse a chorar e
dissesse – “ai meu Deus, que história mais engraçada!”. E então
a contasse para a cozinheira e telefonasse para duas ou três
amigas para contar a história; e todos a quem ela contasse rissem
muito e ficassem alegremente espantados de vê-la tão alegre. Ah,
que minha história como um raio de sol, irresistivelmente louro,
quente, vivo em sua vida de moça reclusa, enlutada, doente. Que
ela mesma ficasse admirada ouvindo o próprio riso, e depois
repetisse para si própria – “mas essa história é mesmo muito
engraçada!”.
(Rubem Braga)
Com base no texto de Rubem Braga, marque (V) para as
afirmativas VERDADEIRAS e (F) para as FALSAS.
( ) Em “E então a contasse para”, há omissão do “que” e o
termo “então” estabelece uma sequência explicativa.
( ) No segundo período, a conjunção “e” foi reiterada várias
vezes para dar sequência às ideias por meio de orações
coordenadas sindéticas.
( ) As retomadas da palavra “engraçada” e da conjunção “que”
(tão...que), que conecta os diversos períodos, estabelecem
coesão e garantem a progressão temática.
( ) Em “risse tanto que chegasse a chorar”, a oração
subordinada estabelece uma relação de causa, permitindo a
construção da oposição “risse-chorar”.
( ) A locução “ai meu Deus” e o termo “Ah” não fazem parte
das estruturas das orações do período em que aparecem.
Marque a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.