Olhar o mundo a partir do ponto de vista da criança pode
revelar contradições e uma outra maneira de ver a
realidade. Nesse processo, o papel do cinema, da
fotografia, da imagem, é importante para nos ajudar a
constituir esse olhar infantil, sensível e crítico. Atuar com
as crianças com esse olhar significa agir com a própria
condição humana, com a história humana.
A INFÂNCIA E SUA SINGULARIDADE - Sonia Kramer.
Fonte: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Ensfund/ensifund9anobasefinal.pdf
A partir dessa perspectiva teórica, é CORRETO afirmar
que:
A
As crianças não formam uma comunidade isolada; elas são parte do grupo e suas brincadeiras expressam esse pertencimento. Mesmo sendo filhotes, elas são sujeitos sociais; nascem no interior de uma classe, de uma etnia, de um grupo social.
B
Imbuir-se desse olhar infantil crítico, que vira as coisas pelo avesso, que desmonta brinquedos, desmancha construções, dá volta à costura do mundo, é aprender com as crianças e deixar-se infantilizar.
C
Precisamos desconsiderar o contexto, pois as condições concretas em que as crianças estão inseridas e onde se dão suas práticas e interações. Precisamos considerar os valores e princípios éticos que queremos transmitir na ação educativa.
D
Desvelando o real, subvertendo a aparente ordem natural das coisas, as crianças falam não só do seu mundo e de sua ótica de crianças, mas também do mundo adulto, da sociedade contemporânea.
E
Conhecer a infância e as crianças favorece que o humano continue sendo sujeito crítico da história que ele produz (e que o produz). Sendo humano, esse processo não é marcado por contradições: podemos aprender com as crianças a crítica, a brincadeira, a virar as coisas do mundo pelo avesso.