Os princípios do envelhecimento intelectual, apoiados no paradigma de desenvolvimento ao longo de toda a vida (lifespan), têm suas características e delineamentos teóricos estabelecidos principalmente pela contribuição de Paul B. Baltes. Conforme o paradigma Lifespan, uma das alternativas a seguir se coaduna perfeitamente com esta teoria:
A O envelhecimento intelectual não é um processo multidimensional e multidirecional: diferentes capacidades começam a mudar em diferentes momentos, com diferentes resultados sobre diferentes indivíduos, submetidos a idênticas experiências biológicas, educacionais, históricas e de personalidade.
B O envelhecimento é um processo que acarreta mudanças de natureza ontogenética, traduzidas no declínio das capacidades intelectuais dependentes do funcionamento neurológico, sensorial e psicomotor. Essas mudanças refletem na diminuição da plasticidade comportamental.
C O envelhecimento intelectual é uma experiência que ocorre de modo diferente para indivíduos e coortes que vivem em contextos históricos e sociais distintos. Essa diferenciação independe da influência de circunstâncias histórico-culturais, de fatores intelectuais e de personalidade e da incidência de patologias durante o envelhecimento normal.
D As mudanças intelectuais de base ontogenética significam descontinuidade da capacidade adaptativa e competência cognitiva generalizada: as reservas de experiência podem ser ativas e otimizadas pelos mais velhos, de modo a compensar o declínio nas capacidades de processamento da informação, resultantes do processo de envelhecimento.
E Há padrões similares de envelhecimento intelectual, do patológico ao ótimo, passando pelo normativo, compartilhado pela maioria das pessoas. Não existe relação direta com mudanças biológicas que ocorrem depois que os indivíduos atingem a capacidade de reproduzir a espécie e, entre a quarta e a quinta década de vida, converge para o aparecimento de alterações anatômicas e funcionais que definem o envelhecimento.