Leia o texto abaixo e responda às questões propostas.
A pressão social pelo uso de “risco de morte”,
expressão emergente, como se houvesse algo errado no
consagrado “risco de vida” que herdamos de nossos
tataravós, é uma questão com que se defronta qualquer
pessoa menos distraída no Brasil de hoje. É também o maior
exemplo de vitória do besteirol sabichão que temos na língua.
A questão tem cerca de dez anos, talvez quinze. O
certo é que quando Cazuza cantou, em 1988, “o meu prazer
agora é risco de vida” (na canção ), ainda não
passava pela cabeça de ninguém corrigi-lo. Mais tarde,
professores de português que exerciam o cargo de
consultores em redações conseguiram convencer os chefes
de determinados jornais e TVs de sua tese tolinha: “Como
alguém pode correr o risco de viver?”, riam eles.
Era um equívoco. Julgavam ter descoberto uma
agressão à lógica embutida no idioma, mas ficaram na
superfície do problema, incapazes de fazer uma análise
linguística mais sofisticada e compreender que risco vida é
risco a vida, ou seja, risco de (perder a) vida. O que,
convenhamos, nem teria sido tão difícil.
Muita gente engoliu desde então o risco de morte. De
tanto ser martelada em certos meios de comunicação,
inclusive na TV Globo, a nova forma vai sendo adotada por
multidões de falantes desavisados. O que era previsível, mas
não deixa de ser meio constrangedor.
Não se trata de dizer que risco de morte seja, como
alegam seus defensores a respeito de risco de vida, uma
expressão “errada”. Não é. De gabinete, sim, mas não errada.
Pode-se usá-la sem risco para a adequada comunicação de
uma mensagem. Se seus adeptos se contentassem em fazer
tal escolha de forma discreta, sem apontar agressivamente o
dedo para quem não concorda com ela, a convivência das
duas formas poderia ser pacífica.
Se não é pacífica é porque o risco de morte, mais do
que um caso linguístico, apresenta-se como um problema
cultural, criação artificial de gente que mal ouviu o galo cantar
e saiu por aí exercitando o prazer de declarar ignorante quem,
mergulhado no instinto da linguagem de que fala Steven
Pinker, já nasceu sabendo mais do que eles.
Ideologia
de
para
(RODRIGUES,
Sérgio. In: http://veja.abril.com.br/blog/sobre-palavras/).
Há erro evidente, segundo as gramáticas da língua, em todas as mudanças de construção propostas a seguir, COM EXCEÇÃO da que se lê na alternativa: