O diabetes mellitus é um distúrbio no qual
o nível de açúcar (glicose) no sangue é
excepcionalmente elevado, porque o
organismo não produz insulina suficiente ou
não consegue responder normalmente à
insulina produzida. Sobre este assunto,
assinale a alternativa incorreta:
A Os sintomas, o diagnóstico e o tratamento
do diabetes são similares em crianças e adultos
(Diabetes mellitus (DM)). Contudo, o tratamento
do diabetes em crianças pode ser mais
complexo. Ele deve ser adaptado ao nível de
maturidade física e emocional da criança e a
constantes variações na ingestão de alimentos,
na atividade física e no estresse.
B No diabetes tipo 1, o pâncreas não produz
insulina suficiente, porque o sistema imunológico
ataca e destrói as células no pâncreas que
produzem insulina (células das ilhotas). Esse
ataque pode ser desencadeado por fatores
ambientais em pessoas que herdaram certos
genes que as tornam suscetíveis a desenvolver
diabetes. Esses genes são mais comuns entre
certos grupos étnicos (como escandinavos e
sardenhos). Parentes próximos de uma pessoa
com diabetes tipo 1 têm um risco mais elevado
de desenvolver diabetes. Irmãos e irmãs têm um
risco aproximado de 4% a 8% e gêmeos idênticos
têm um risco muito maior de 30% a 50%. O risco
de uma criança com um dos pais com diabetes
tipo 1 de ter diabetes é aproximadamente 10% se
o pai for afetado e aproximadamente 4% se a
mãe for afetada.
C O diabetes tipo 1 ocorre quando o
pâncreas produz uma quantidade muito pequena
ou nenhuma insulina. O diabetes tipo 1 é mais
comum entre as crianças, causando
aproximadamente dois terços de todos os casos
de diabetes. Ele é uma das doenças crônicas da
infância mais comuns. Até os 18 anos de idade,
uma em cada 350 crianças desenvolve diabetes
tipo 1. O número de crianças afetadas tem
aumentado recentemente, particularmente em
crianças com menos de cinco anos de idade.
D O diabetes tipo 2 ocorre porque as células
no organismo não respondem adequadamente à
insulina (denominada resistência à insulina).
Semelhantemente ao diabetes tipo 1, o pâncreas
ainda consegue produzir insulina, mas não
consegue produzir uma quantidade suficiente de
insulina para superar a resistência à insulina.
Essa deficiência é frequentemente chamada de
deficiência absoluta de insulina, em comparação
à deficiência relativa observada no diabetes tipo
1.
E A cetoacidose diabética está presente na
época do diagnóstico em aproximadamente um
terço das crianças com diabetes tipo 1. A
cetoacidose diabética também é comum em
crianças com diabetes tipo 1. Ela se desenvolve
em aproximadamente 1% a 10% das crianças
com diabetes tipo 1 todos os anos, normalmente
porque essas crianças não tomaram sua insulina
ou estão tendo problemas com a administração
da insulina (por exemplo, problemas com sua
bomba de insulina ). A cetoacidose diabética
também pode ocorrer se a criança não receber
insulina suficiente quando está doente (quando
doentes, as crianças precisam de mais insulina).
Sem a insulina, as células não conseguem utilizar
a glicose existente no sangue. As células passam
para um mecanismo alternativo de obtenção de
energia e decompõem a gordura, produzindo
compostos denominados cetonas como
subprodutos.