A doença hemolítica perinatal tem como
base a transferência de elementos figurados
do sangue fetal para o sangue materno. Sobre
esta patologia, é INCORRETO afirmar:
A Na ultrassonografia obstétrica dos fetos
com doença hemolítica perinatal, os achados
mais relevantes são: ascite fetal incipiente,
aumento da espessura placentária e
oligodramnia.
B Toda gestante deve ter seu tipo sanguíneo
(ABO + Rh) determinado no início do pré-natal.
Naquelas com Rh negativo, é importante
também, porém não obrigatória, a determinação
da tipagem sanguínea paterna devido ao risco de
sensibilização com pai Rh positivo.
C Qualquer titulação de Coombs indireto possui relevância, porém só terá repercussão
clínica quando a titulação for superior ou igual a
1:16, já que níveis inferiores a esse não oferecem
riscos de anemia moderada ou severa na grande
maioria dos casos.
D O sistema Rh, considerado o mais
complexo dos sistemas de grupos sanguíneos, é
altamente imunogênico e o anticorpo D está
envolvido na grande maioria dos casos de
aloimunização.
E A realização da profilaxia com
imunoglobulina anti-D deve ser realizada em
todas as pacientes com Rh negativo, com
Coombs indireto não reagente e que o marido
seja Rh positivo ou com tipagem indeterminada.
Deve ser realizada na 28ª semana de gestação e
nas primeiras 72 horas após o parto ou perda
gestacional.