Tinha Fortaleza o aspecto de sombria desolação. A tristeza
e o luto entravam em todos os lares. O comércio
completamente paralisado dava às ruas mais públicas a feição
de uma terra abandonada. Os transeuntes que se viam eram
vestidos de preto ou eram mendigos saídos dos lazaretos com
os signais recentes de bexiga confluente que lhes esburacou a
cara e deformou o nariz.
(PONTE, Sebastião Rogerio. Fortaleza Belle Époque:
Reformas Urbanas e controle social, 1860-1930. Fortaleza. Fundação
Demócrito Rocha, 1999. pp. 84.)
Em relação à citação acima, Fortaleza estava passando por uma
forte crise sanitária que levou a uma epidemia no final do
século XIX, que matou grande parte da população na época.
Estamos nos referindo à