É inegável que a riqueza de abordagens presentes na
literatura europeia e norte-americana, especializada no
estudo da cartografia histórica, muito tem contribuído
para esse despertar. Entretanto, imputar-lhe total responsabilidade pelo fascínio que mapas e cartas antigas têm
exercido sobre uma fração significativa dos estudiosos
das ciências humanas, para ficarmos apenas neste campo
do saber cientifico, equivaleria a desprezar a força de
variáveis sócio-políticas e culturais no processo de valorização deste objeto de análise que, em muitos casos,
também nos apresenta como uma fonte de pesquisa
histórica extremamente fértil.
[Maria Eliza Linhares Borges. Cartografia, poder e imaginário:
cartográfica portuguesa e terras de além-mar. Em Lana Mara de
Castro Siman e Thais Nívia de Lima e Fonseca (org).
Inaugurando a História e construindo a nação.
Discursos e imagens no ensino de História, 2001]
De acordo com o excerto, a cartografia histórica é