Paciente de 39 anos, nuligesta quer engravidar e, apesar das tentativas sem
contracepção há 12 meses, não obteve gestação. Relata ciclos regulares de 27 dias, com
fluxo de três dias. O marido relata história prévia de orquite por caxumba e nunca teve
filhos.
A melhor conduta seria
A dispensar a realização do espermograma, pois o marido apresenta história altamente
sugestiva de comprometimento da espermatogênese e, consequentemente, de fator
masculino grave.
B solicitar uma histerossalpingografia para avaliação da permeabilidade tubária e, em
caso de obstrução tubária bilateral, indicar indução de ovulação com técnicas de alta
complexidade, como a FIV.
C não solicitar algumas dosagens hormonais, que embora não sejam indispensáveis no
diagnóstico da infertilidade, podem ser inúteis na avaliação da reserva ovariana e no
aconselhamento da paciente nessa faixa etária.
D orientar o casal sobre a propedêutica, as técnicas de tratamento disponíveis e sobre
as taxas de sucesso, com qualquer que seja o tratamento indicado, uma vez que a
idade materna é o principal fator prognóstico.