O desenho organizacional público, na realidade brasileira, normalmente é com formas bastante complexas e níveis hierárquicos múltiplos. Essa estrutura demonstra um paternalismo
que gera um alto controle de movimentação de pessoal e da
distribuição de empregos, cargos e comissões dentro da lógica
dos interesses políticos dominantes. Outra característica marcante é que são estruturas altamente estáveis, que resistem
de forma generalizada a mudanças de procedimentos e implantação de novas tecnologias. A cultura da interferência política e administrativa vigente pode ser caracterizada como
predominantemente regida por um governo de poucas pessoas e patrimonialista e, também, burocrática e corporativa. É
esta cultura que orienta a prática de gestão das organizações
públicas.
(PIRES, MACEDO, 2006.)
Considerando as informações apresentadas, marque V para
as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) A cultura de organizações públicas brasileiras leva-as às
burocracias públicas tradicionais que se tornaram complexas e com características centralizadoras e estruturas rígidas, além de não serem orientadas para o atendimento das necessidades dos cidadãos, ou para a eficácia e a efetividade.
( ) Os traços da cultura das organizações públicas não influenciam os seus trabalhadores, que tendem a se encontrar sempre em diferentes situações laborais e de organização do trabalho proporcionadas pela burocracia estatal, uma vez que os seus dirigentes são responsáveis
perante uma autoridade externa à organização pública,
gerando, assim, uma tendência à descentralização das
decisões.
( ) São disseminadas no setor público inovações consideradas exitosas no setor empresarial, mas sem que se
considerem objetivos e valores predominantes na administração pública nem visem abordar de forma efetiva algumas especificidades como apego às regras e
rotinas, supervalorização da hierarquia, paternalismo
nas relações, apego ao poder, dentre outras.
( ) A cultura organizacional tende a se perpetuar e só pode
ser transformada por meio de um processo de construção coletiva, o que se torna importante na definição dos
processos internos, na relação com inovações e mudança, na formação dos valores e crenças organizacionais e
políticas de recursos humanos.
A sequência está correta em