Para fazer um psicodiagnóstico, o profissional
deve saber avaliar com cuidado a demanda trazida pelo
paciente ou pela fonte de encaminhamento para, a partir disso, realizar considerações éticas sobre o pedido e,
quando essas forem favoráveis, tecer os objetivos de sua
realização. Essa tarefa não é nada simples, uma vez que
necessariamente envolve um conjunto de habilidades e
competências do psicólogo, inicialmente desenvolvidas
no curso de bacharelado em Psicologia, posteriormente
aperfeiçoadas em outros níveis de ensino, como cursos
de extensão, especializações, mestrados e doutorados,
sempre perpassando o cuidado com os aspectos pessoais
do próprio psicólogo que pretende desenvolver essa atividade profissional. Segundo Bandeira, Trenttini e Krug
(2016) a respeito do psicodiagnóstico é certo afirmar que
I. a realização do psicodiagnóstico pressupõe um preparo pessoal e técnico que inclui o domínio de diferentes
saberes psicológicos e de áreas afins, além da capacidade
de reflexão quanto aos aspectos éticos inerentes à realização da atividade.
II. formação ética e técnica para a realização do psicodiagnóstico tem sua base na graduação, mas alcança sua
real possibilidade a partir do cuidado de cada profissional com sua constante atualização quanto aos instrumentos e processos de avaliação.
III. o psicólogo precisa investir em seu desenvolvimento
pessoal, realizando cursos de formação de outras abordagens teórica psicológica, além da que sustenta o seu
fazer clínico.
IV. o psicólogo gradativamente apresentará melhores
condições de avaliar as demandas e definir os objetivos
de um psicodiagnóstico, pois a experiência clínica adquirida independe da realização de avaliações supervisionadas.
Avaliando as assertivas acima é certo afirmar que: