A sociedade “fechada” brasileira colonial, escravocrata, sem povo, “reflexa” e antidemocrática foi entendida por Paulo
Freire como o ponto de partida de nossa fase de transição, no âmbito de uma sociedade em trânsito. Ao se analisar
as influências históricas desse contexto sobre o cenário político da educação, é correto afirmar:
A A classe média, sempre em busca de ascensão e privilégios, por temer de modo ingênuo e emocionado sua
proletarização, vê, na emersão popular, no mínimo, uma ameaça ao que entende como sendo sua paz, o que motiva sua
posição reacionária diante desse processo.
B A dialogação interfere na responsabilidade social e política do ser humano, alimentando a distância social e estratificando
as relações humanas dentro da sua participação na vida comum.
C Na “sociedade fechada”, temas como democracia, liberdade, propriedade, autoridade, educação e muitos outros, de que
decorrem tarefas específicas, têm uma tônica e uma significação de amplo domínio na sociedade em trânsito.
D
A transição da condição de nação colonizada para republicana teria criado condições necessárias ao desenvolvimento de
uma mentalidade permeável, flexível, característica do clima cultural democrático, no cidadão brasileiro.
E Quanto mais pobre seja uma nação e mais baixos os padrões de vida das classes inferiores, menor será a pressão dos
estratos superiores sobre elas, tendo-se em vista a interdependência entre ambas.