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GUERRA NA AMÉRICA
Terror abala centro do poder nos EUA
Folha de S. Paulo, 12/09/2001
Aviões sequestrados destroem símbolo de Nova York e derrubam parte do Pentágono; paralisado, país ainda tenta
contar seus mortos e promete encontrar os responsáveis
Os EUA sofreram o maior ataque terrorista da história,
no qual foram atingidos símbolos de sua hegemonia
econômica e militar. Aviões sequestrados destruíram
ontem pela manhã as torres gêmeas do World Trade
Center, em Nova York. Nos arredores de Washington,
foi atacado o Pentágono, sede do Departamento de
Defesa. Ainda não há estimativa oficial de mortos. O
prefeito de Nova York prevê um “número horrendo”.
Perto de 50 mil pessoas trabalham nos escritórios
e lojas do World Trade Center. No Pentágono, cerca de
20 mil.
No que se acredita ser uma previsão modesta, policiais ouvidos pela Folha falam em 10 mil mortos só
em Nova York. Em toda a Guerra do Vietnã, morreram
cerca de 60 mil americanos.
Já se sabe que 266 pessoas estavam nos quatro
aviões sequestrados -dois da American Airlines e dois
da United. Além dos três que atingiram alvos, um caiu
no Estado da Pensilvânia. (…)
Dos membros da União Europeia à adversária
Cuba, quase todos os países manifestaram repúdio ao
ataque. Iasser Arafat, presidente da Autoridade Palestina, também condenou a ação. Mas, na Cisjordânia e
no Líbano, palestinos comemoraram nas ruas.
Em carta a Bush, o presidente Fernando Henrique
Cardoso lamentou: “O Brasil condena todas as formas
de terrorismo”.
A Bolsa de Nova York e a Nasdaq suspenderam
as operações e anunciaram que não abrirão hoje. No
Brasil, o dólar atingiu o recorde do Real: chegou a ser
negociado a R$ 2,677. Em todo o mundo, houve uma
corrida para o ouro.
Foi o primeiro ataque ao território dos EUA desde
o bombardeio à base naval de Pearl Harbor, em 1941,
que deixou 2.395 mortos e determinou a entrada do
país na Segunda Guerra.
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