As complicações pulmonares ou cardíacas no pós‐operatório são definidas como anormalidades que levam à doença ou disfunção, afetando de maneira adversa o curso clínico do doente. Essas complicações influenciam no desfecho da cirurgia, contribuindo para o aumento do tempo de internação, para a morbidade e para a mortalidade. Com relação ao risco cirúrgico pré‐operatório, assinale a alternativa correta.
A Anormalidades como atelectasias e pequenos derrames pleurais sem significado clínico podem surgir nas radiografias de quase todos os pós‐operatórios de cirurgias abdominais baixas, sem que sejam considerados como complicações.
B Pacientes com síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS) devem ser extubados somente quando estiverem completamente acordados e o bloqueio neuromuscular tiver sido totalmente revertido. Inicia‐se CPAP para manter a patência das vias respiratórias inferiores e mantém‐se a monitorização dos parâmetros hemodinâmicos, assim como o suporte de oxigênio suplementar, até que o paciente seja capaz de manter uma saturação adequada em ar ambiente.
C Após as cirurgias torácicas e abdominais altas, há redução da capacidade vital em 50‐60% e da CRF em até 30% dos seus valores pré‐operatórios, o que produz um padrão obstrutivo.
D Na prática clínica, uma complicação pós‐operatória é a instalação de outra doença inesperada ou a exacerbação de uma doença preexistente, a qual ocorre até sessenta dias antes do procedimento. As principais complicações pulmonares pós‐operatórias são infecções, atelectasia, ventilação mecânica prolongada, insuficiência respiratória aguda, broncoespasmo e exacerbação de doença crônica.
E Os efeitos residuais dos anestésicos e opioides deprimem o drive respiratório, o que resulta em diminuição da resposta à hipóxia, em hipercapnia, em inibição do reflexo da tosse, em comprometimento da depuração mucociliar e em aumento dos riscos de infecções no pós‐operatório.