Yazbek (2001) refere-se ao “tempo miúdo do trabalho cotidiano” para explicitar que a questão social está presente nas diversas
situações que chegam ao profissional como necessidades e demandas. Para a autora, a questão social deve ser compreendida
como
A expressão das desigualdades econômicas, políticas e culturais das classes sociais, mediatizadas por disparidades nas
relações de gênero, características étnico-raciais e formações regionais, colocando em causa amplos segmentos da
sociedade civil no acesso aos bens da civilização.
B existência de problemas sociais e pobreza produzidos no seio das próprias famílias e que devem ser por eles enfrentados
com o suporte estatal, isentando a sociedade de classes de seu encargo perante a produção das desigualdades sociais.
C uma situação natural provocada pelo sistema capitalista que aponta para a dimensão individual e isolada que afeta
determinados segmentos étnicos, raciais e de orientação sexual.
D a ocorrência de situações de vulnerabilidade e risco social, cujo enfrentamento ocorre por meio da prestação de
assistência aos comprovadamente pobres, sendo que tal ação integra o rol dos deveres morais da sociedade e do Estado.
E sequelas sociais que integram a esfera privada, cuja superação depende de uma decisão de foro íntimo dos cidadãos,
para colaborar e serem solidários no atendimento assistencial dessa camada, visando à obtenção da coesão da vida
social.