Estamos no ano de 2022, ainda vivendo a pandemia que nos cerca e nos abafa, desde o
início de 2020. Entretanto, essa não foi a única epidemia registrada na história brasileira e,
principalmente, na cidade do Rio de Janeiro. No próprio século XX, em pleno desenvolvimento do
modernismo e da modernização, fomos atacados pelo vírus da influenza, que matou muitos
brasileiros, proporcionalmente tantos quanto agora e, como sempre, não soubemos tirar as lições
que devíamos. Nelson Rodrigues, ainda uma criança, relata a situação vivida na época:
“Ora, a gripe foi, justamente, a morte sem velório. Morria-se em massa. E foi de repente. De um dia
para o outro, todo mundo começou a morrer. Os primeiros ainda foram chorados, velados, floridos.
Mas quando a cidade sentiu que era mesmo a peste, ninguém chorou mais, nem velou, nem floriu.
O velório seria um luxo insuportável para os outros defuntos”.
(RODRIGUES, Nelson. A menina sem estrela. Memórias. São Paulo: Companhia das Letras, 1993, p. 51)
Assinale a opção que registra corretamente a epidemia que assolou o Brasil e a cidade do Rio de
Janeiro, em 1918.