“Algumas características também acompanham essa narrativa
oficial do Brasil como colônia: a exploração de recursos naturais na
colônia para manufaturas na metrópole, o plantation como modo
de produção baseado monocultura em latifúndios com uso da mão
de obra escrava, que, por sua vez, iniciou-se pela escravidão dos
nativos da terra – e, em segundo essa versão, após concluírem que
os índios “não eram bons para o trabalho”, iniciou-se a importação
de mão-de-obra de imigrantes para ocuparem os postos de
trabalhos assalariados, a fim de criar um mercado consumidor dos
produtos manufaturados que provinham das fábricas, do processo
de industrialização.”
(MENEZES, Paula Mendonça. Outros tesouros das Minas Gerais. In: PIMENTA,
Angelise Nadal e MENEZES, Paula Mendonça. Firmando o pé no território.: temática
indígena em escolas. Rio de Janeiro: Pachamam, 2020. p. 46)
A narrativa histórica oficial possui marcadores históricos, o que o
texto explicita. O tipo de narrativa descrito no fragmento foi
comumente usada nos livros didáticos e sua consolidação pode ser
explicada, em grande parte, pelo seguinte aspecto: