“A sociedade burguesa de nosso período estava
confiante e orgulhosa de seus sucessos. Em
nenhum outro campo da vida humana isso era mais
evidente que no avanço do conhecimento, da
“ciência”. Homens cultos do período não estavam
apenas orgulhosos de suas ciências, mas preparados
para subordinar todas as outras formas de atividade
intelectual a elas. (...) Não era, de fato uma boa
época para os filósofos. Mesmo no seu reduto
tradicional, a Alemanha, não havia ninguém de
estatura comparável para suceder às grandes figuras
do passado. O próprio Hegel, visto como um “balão
vazio” da filosofia alemã por seu antigo admirador
francês, Hippolyte Taine (1828-1893), saíra de
moda no seu país natal, e o modo pelo qual “os
cansativos, pedantes e medíocres que agora davam
o tom para o povo alemão” o tratavam, fez Marx,
em 1960, “declarar-se publicamente um discípulo
daquele grande pensador”. As duas tendências
filosóficas dominantes subordinavam-se, elas
mesmas, à ciência.”
(HOBSBAWM, Eric. A Era do Capital, 1848-
1875. 32ª Edição. Rio de Janeiro: Paz e Terra,
2021. Pág. 380)
No trecho acima, o historiador britânico Eric
Hobsbawm faz referência à ascensão do modo de
pensar científico e, num certo sentido, à submissão
de outras formas de pensar à ciência. Várias são as razões para essa interpretação de Hobsbawn. Nesse
sentido, assinale a alternativa em que as correntes
filosóficas e os respectivos expoentes citados
possuam a relação mais direta com a ascensão do
pensamento sociológico no momento histórico
abordado por Hobsbawn.