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O seguinte texto discute as alterações curriculares na disciplina de História, implementadas pelo governo israelense na década de 1970, período que sucedeu intensas disputas com as nações árabes.
Um estudo ainda superficial do curso de História revela que ele é feito para enaltecer a história dos judeus e apresentá-la sob a melhor luz possível, ao passo que a visão da história árabe é a tal ponto deturpada que beira a mentira. A história árabe é apresentada como uma série de revoluções, massacres e disputas intermináveis, de modo a obscurecer as conquistas árabes. Do mesmo modo, o tempo dedicado à história árabe é curto. No quinto ano, por exemplo, alunos de dez anos passam dez horas (ou períodos) estudando os “hebreus” e somente cinco a “Península Arábica”. E, mesmo quando estudam a Península Arábica, sua atenção é atraída para as comunidades judaicas, como estipulado no programa. [...]
JIRYIS, S. The Arabs in Israel. Trad. Inea Englet. New York: Monthly Review Press, 1976, p. 210- 2 Apud SAID, Edward. A Questão da Palestina. São Paulo: Editora Unesp, 2012, p. 147.
Neste cenário, o ensino de história em Israel adquiriu a função de: