Apesar de todo o progresso urbano e tecnológico pelo qual passou a sociedade brasileira nas últimas décadas, e de todos os
projetos e iniciativas dos governos no sentido de erradicar o analfabetismo, aumentar a escolarização da população e diminuir
a repetência e a evasão escolar, a realidade de fracasso persiste. Isto é atestado não só pelas estatísticas oficiais que reconhecem
a permanência de altos índices de evasão e repetência no ensino fundamental e médio, como também por jornais e revistas,
que cotidianamente retratam a precariedade das escolas públicas e a insatisfação da população pobre com o ensino.
(Dimenstein, 2007; Azevedo, 2007.)
Por ser um problema tão antigo de nossa Educação, o fracasso escolar é também objeto de inúmeras discussões e debates
científicos e políticos que buscam aumentar a compreensão e apontar uma solução (que sempre se deseja definitiva) para a
questão. Neste sentido, várias ideias e teorias ofereceram explicações sobre as causas do fracasso escolar, tornando o tema um
dos mais estudados na área da Educação e da Psicologia da Educação. Sobre os primeiros estudos e resultados apresentados no
Brasil em relação ao fracasso escolar, está correto o que afirma se em: