O período do Estado Novo é particularmente rico para a
análise da relação entre os intelectuais e o Estado, já que
nesse mesmo período se revela a profunda inserção
desse grupo social na organização político-ideológica do
regime. Nesse período, vemos a preocupação do enfoque
dos intelectuais para a criação de um projeto político-pedagógico, destinado a popularizar e difundir a ideologia
do regime. Destacar o vínculo dos intelectuais com esse
projeto significa evidenciar a relação entre propaganda
política e educação no Estado Novo. Apresentando-se
como o grupo mais esclarecido da sociedade, os
intelectuais buscam “educar” a coletividade de acordo
com os ideais doutrinários do regime.