Mas há um [Deus] enganador, não sei quem, sumamente poderoso, sumamente astucioso que, por indústria,
sempre me engana. Não há dúvida, portanto, de que eu, eu sou, também, se me engana: que me engane o quanto
possa, nunca poderá fazer, porém, que eu nada seja, enquanto eu pensar que sou algo. De sorte que, depois de
ponderar e examinar cuidadosamente todas as coisas, é preciso estabelecer finalmente que este enunciado eu,
eu sou, eu, eu existo é necessariamente verdadeiro, todas as vezes que é por mim proferido ou concebido na
mente.
DESCARTES, R. Meditações sobre Filosofia Primeira. Campinas: Unicamp, 2004, p. 39.
Sobre a trajetória meditativa de Descartes que o leva ao cogito, é INCORRETO afirmar que