Texto associado Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
O que é capacitismo e por que é importante combatê-lo
O .......................... "-ismo" cria palavras que designam conceitos de ordem geral, como alcoolismo, ou serve para formar substantivos e adjetivos que exprimem ideias de doutrinas religiosas, sistemas políticos, fenômenos linguísticos, movimentos literários ou terminologias científicas, como, respectivamente, protestantismo, liberalismo, rotacismo, modernismo e evolucionismo. Além de compor esses conceitos, tal elemento também forma a palavra "capacitismo". Porém, ao contrário dos previamente mencionados, esse termo é relativamente novo na sociedade, assim como na própria esfera dos movimentos sociais. O conceito vem, ainda que vagarosamente, ganhando destaque nas mídias sociais e em rodas de conversas e debates, mas o caminho para a sua ampla divulgação ainda parece longo. Conforme a psicóloga Luciana Maia, o capacitismo é um preconceito dirigido a qualquer pessoa que apresenta uma deficiência, seja ela física, intelectual ou sensorial. Como outras formas de preconceito, ele contribui para privar os direitos e a dignidade humana das pessoas com deficiência, determinando e perpetuando desigualdades e injustiças sociais, e contribuindo diretamente para a exclusão social de membros desse grupo. Ainda segundo Maia, o capacitismo é expresso por meio de atitudes negativas e depreciativas, e de comportamentos hostis e discriminatórios dirigidos a qualquer pessoa que apresenta algum tipo de deficiência. Ele também pode ser manifestado sob formas que, a princípio, podem parecer positivas, como a superproteção, a piedade e elogios exagerados dirigidos a essas pessoas. Sobre as expressões, exemplos de provérbios e expressões populares que reproduzem e __________ vivas as representações capacitistas são: "dar uma de João sem braço", "que mancada!" e "não tem quem diga que você tem uma deficiência, pois é tão inteligente". Vale notar que se referir a uma PcD com o termo "portadora de deficiência" também é considerado capacitista e inadequado. De acordo com um levantamento realizado pelo IBGE, como parte da Pesquisa Nacional de Saúde de 2019, 8,4% da população brasileira acima de dois anos possui algum tipo de deficiência, o que equivale a aproximadamente 17 milhões de pessoas. Mesmo com esse número expressivo e ações públicas governamentais como a Lei de Cotas e o Estatuto da Pessoa com Deficiência, o capacitismo ainda não é tão conhecido em território nacional. "Atribuo esse desconhecimento ao fato de a própria luta pelos direitos das pessoas com deficiência ser mais recente, se comparado __________ de outras minorias sociais. De fato, são recentes as principais conquistas legais e políticas das pessoas com deficiência", afirma a psicóloga. Luciana explica que a perspectiva de autonomia, liberdade e participação social das pessoas com deficiência começou a ganhar mais espaço a partir da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, assinada em 2007. O combate ao capacitismo deve envolver, sobretudo, a difusão de informações que contribuam para mudar as representações negativas da deficiência; a promoção de encontros que possibilitem a interação entre pessoas com e sem deficiência; o estabelecimento de normas, leis e procedimentos que expressem o apoio institucional da sociedade, de uma forma geral, e de escolas e empresas, de forma específica, para assegurar a inclusão de pessoas com deficiência. É fundamental a ampla discussão do conceito nos mais diversos ambientes e contextos, para que mais iniciativas sejam criadas visando ao seu combate e prevenção. Mas esse assunto não deve partir apenas de pessoas que sofrem com o capacitismo. Luciana afirma que, embora as pessoas com deficiência devam ser protagonistas da luta por seus direitos, todas as pessoas, com ou sem deficiência, devem se engajar em prol de uma sociedade anticapacitista. "É papel de todas as pessoas questionar padrões de normalidade, repensar suas próprias crenças e atitudes capacitistas, contribuir para a visibilidade de pessoas com deficiência em diferentes contextos sociais, endossar políticas afirmativas em prol delas, combater violências dirigidas a elas em instituições de ensino, corporações e em outros contextos sociais", finaliza Maia. -
(Disponível em: https://g1.globo.com/ce/ceara/especial-publicitario/unifor/ensinando-e-
aprendendo/noticia/2021/10/27/saiba-o-que-e-o-capacitismo-e-por-que-e-importante-combate-lo.ghtml.
– texto adaptado especialmente para esta prova).
Quanto ao uso das aspas no texto, considere as seguintes afirmações, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Nos casos de “ismo” (l. 01) e “capacitismo” (l. 06), foram utilizadas pelo autor para pôr em evidência ambos os termos.
( ) Nas falas da psicóloga Luciana Maia, que aparecem aspeadas, funcionaram como recurso gráfico para marcar o emprego do discurso indireto livre.
( ) Em certos fragmentos, serviram para introduzir e finalizar as declarações da psicóloga Luciana Maia, distinguindo-as do discurso do autor.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: