“Onde se afirma que a filosofia só se faz em alemão,
Lélia [González (1935-1994)] afirma o pretuguês e o
complexo não de Édipo, mas do alemão, como modo de
subverter e rir, por que não, do que a norma culta cultua,
pretensamente erudita, porque eurodita. Nessa ‘chamada
América Latina que, na verdade, é muito mais ameríndia e
amefricana do que outra coisa’ (Gonzalez, 1988), como saca
Lélia, negrita-se o necessário compromisso de aproximar-se
de outros referenciais para forjar uma filosofia capaz de
pensar as questões que nos afetam desde as experiências
situadas de reexistência da práxis negro-indígena,
historicamente anuladas e deslegitimadas.”
REIS, Diego dos Santos. Lélia Gonzalez, Por uma Filosofia
Amefricana. Anais do IV Congresso de Pesquisadores/as Negros/as,
2023.
Segundo Diego dos Santos Reis, para a filósofa Lélia
González,