O barão do Rio Branco não veio para o Ministério como um ministro qualquer. Era já respeitado e admirado por suas duas vitórias arbitrais. E fora convidado pelo presidente eleito, Rodrigues Alves, por ter autoridade para propor aos problemas externos as melhores soluções. Especificamente − pensava o presidente − para resolver a grande questão do momento, o Acre. E aí, acertou em cheio o presidente, fazendo justiça à fama que tinha de escolher bem seus colaboradores: o historiador, o advogado do Brasil transformou-se em um estadista já nesse seu primeiro assunto, a mais grave questão de fronteira que o Brasil teve em sua história.
GOES FILHO, Synesio Sampaio. Navegantes, bandeirantes e diplomatas.
Brasília: FUNAG, 2015, p. 328, com adaptações.
Considerando o texto precedente como referência inicial, julgue (C ou E) os itens a seguir.
Em 17 de novembro de 1903, chegou-se ao acordo
chamado Tratado de Petrópolis. O Brasil ficaria com
metade do território do Acre (cerca de 95 mil km2
). A
Bolívia, por sua parte, incorporaria uma pequena área
habitada por bolivianos (de 2.300 km2
), receberia 2
milhões de libras esterlinas e se beneficiaria de três
pequenos ajustes de fronteiras na região do rio Paraguai.
Além disso, o Brasil se comprometia a construir a
ferrovia Madeira-Mamoré, que criava uma saída
boliviana para o Atlântico.