Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD)
Contínua Educação 2022:
“[...]
• Entre as pessoas pretas ou pardas com 15 anos ou mais
de idade, 7,4% eram analfabetas, mais que o dobro da
taxa encontrada entre as pessoas brancas (3,4%). No
grupo etário de 60 anos ou mais, a taxa de
analfabetismo dos brancos foi de 9,3%, enquanto entre
pretos ou pardos ela chegava a 23,3%.
• Na população de 18 a 24 anos, 36,7% das pessoas
brancas estavam estudando, enquanto entre pretos e
pardos a taxa foi de 26,2%. Entre os brancos, nesse
grupo etário que frequentava escola, 29,2% cursavam
graduação, ante 15,3% das pessoas de cor preta ou
parda. Além disso, 70,9% dos pretos e pardos nessa
idade não estudavam nem tinham concluído o nível
superior, enquanto entre os brancos este percentual foi
de 57,3%.
[...]”
Não obstante a progressão nos índices gerais da educação em
2022, salta aos olhos a violação massiva do direito à igualdade e
não discriminação no âmbito educacional.
Assumindo-se que os recursos internos para salvaguardar o
direito à igualdade e não discriminação na implementação da
política pública de educação foram esgotados ou se mostraram
insuficientes, o mecanismo a ser utilizado, no âmbito do sistema
onusiano, para reclamar quanto à violação do direito à educação
sem discriminação pelo Estado brasileiro é: