Alberto Cupani, em seu texto “A tecnologia como problema filosófico: três enfoques”, analisa a Filosofia da Tecnologia de Albert Borgmann e seu entendimento de tecnologia enquanto modo de vida: “O avanço científico e a
sua aplicação a finalidades práticas são imprescindíveis
para que exista a maioria das invenções tecnológicas,
mas a ciência, por si mesma, não pode fornecer-lhe um
rumo nem explicar por que a tecnologia tem chegado a
ser um modo de vida. Esse modo de vida implica a tendência a reduzir todo e qualquer problema a uma questão
de relação entre meios e fins. Reciprocamente, o mundo
dos dispositivos é um mundo de meros meios, (...) o que
constitui uma novidade na história humana”.
De acordo com Alberto Cupani, a noção de mundo dos
dispositivos concebida por Borgmann implica um modo
de vida