Para responder esta questão, leia a citação a seguir:
“O surto de coronavírus criou desafios únicos para os trabalhadores em todo o mundo. Enquanto a
maioria da força de trabalho foi solicitada a trabalhar em casa para ajudar a “achatar a curva",
os profissionais de saúde foram solicitados a permanecer na linha de frente, trabalhando longas
jornadas para combater essa ameaça mortal, mesmo não dispondo de condições adequadas em
termos de estrutura, equipamentos de proteção individual e treinamento [...]. Ao fazer isso, esses
profissionais não apenas se arriscam a ficar expostos ao vírus, mas também enfrentam o risco da
síndrome de burnout, um transtorno relacionado ao estresse no trabalho no qual os funcionários se
sentem emocionalmente “exauridos” e desinteressados [...] De fato, estudos têm mostrado que, ao
exacerbar os fatores de estresse já existentes em um sistema de saúde despreparado, bem como ao
adicionar estressores novos e exclusivos associados ao cenário de incertezas, a pandemia de
coronavírus provocou um pico de Burnout entre os profissionais de saúde primária”
Fonte: MOURA, E.C. FURTADO, L. SOBRAL, F. Epidemia de Burnout durante a Pandemia de Covid-19. 2020. Rev.
adm. empres. Vol. 60. n.6. pp-426-436.
A citação versa sobre o aumento de indícios da Síndrome de Burnout entre profissionais da saúde
no nível de atenção primária durante a Pandemia de Covid-19. Sobre as definições deste quadro
sintomático, analise as afirmativas abaixo:
I. A Síndrome de Burnout, de acordo com o disposto na Portaria Nº 2.309, de 28 de Agosto de
2020, envolve fatores psicossociais relacionados à gestão organizacional, e/ou conteúdo das tarefas
do trabalho, e/ou condição do ambiente de trabalho, e/ou interação pessoa-tarefa, e/ou jornada de
trabalho. Porém, nesta definição não possuem respaldo as situações de violência e assédio
moral/sexual – o que tem sido alvo de críticas.
II. No DSM-V, a Síndrome de Burnout é definida como um conjunto de sinais e sintomas de
sofrimento que tem como nicho central o exercício do trabalho e seus condicionantes. Os principais
critérios de definição apresentados são: I. Sensação de cansaço intermitente; II. Sentimentos
persistentes de negativismo relacionado ao trabalho; III. Desmotivação e IV. Pensamentos
obsessivos relacionados ao exercício profissional.
III.
O termo Burnout como indicativo de uma condição de exaustão e esgotamento foi citado pelo
psicanalista alemão Herbert Freudenberger pela primeira vez na década de 1970. Mas, somente a
partir da década de 1980 é que um postulado específico para a Síndrome de Burnout é elaborado; a
partir disso, surge o primeiro instrumento voltado à sua mensuração (Maslach Burnout Inventory -
MBI).
IV. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu recentemente a Síndrome de Burnout
como condição de adoecimento ligada estritamente ao trabalho. Esta classificação consta na 11ª Revisão da Classificação Internacional de Doenças (CID-11) e está em vigor desde o início do ano
de 2022.
Está incorreto o que se afirma em: