Sobre o processo de Movimento pela Reforma Psiquiátrica, Amarante (1996) afirma:
Os projetos de reforma não podem ser tomados em conjunto, isto é, não são homogêneos, no sentido dessa maior
maturidade. Muito embora exista 'atualmente' uma hegemonia dessa tendência apontada por Birman, os conceitos e as
práticas quanto à reforma psiquiátrica são muito diversos entre os atores que a exercitam. A luta pela cidadania dos
doentes mentais, embora seja um aspecto extremamente importante, não é delimitador exclusivo dessas tendências. [...]
O que efetivamente demarca uma real distinção entre os projetos de reforma [...] é a forma do lidar prático e teórico da
desinstitucionalização, conceito este que sofre metamorfose substancial e que abre novas possibilidades para o campo
da reforma psiquiátrica.
Avalie as afirmações a seguir, a partir das propostas de desinstitucionalização discutidas por Amarante (1996).
I- Desinstitucionalização, como desospitalização, nascida dos projetos de psiquiatria preventiva e comunitária, opera
uma crítica ao sistema psiquiátrico, por ser centrado na assistência hospitalar e condena também a natureza do
saber que o autoriza.
II- A causa da falência do sistema psiquiátrico não estaria na psiquiatria, mas na má aplicação desta, conforme visão
da desinstitucionalização como desconstrução.
III- A desinstitucionalização como desospitalização é marcada pela predominância da crítica epistemológica ao saber
médico constituinte da psiquiatria.
IV- A desinstitucionalização vista como desassistência entende que a desinstitucionalização significaria abandonar os
doentes, produzindo 'desamparo', não substituindo o modelo hospitalar por outras modalidades de assistência e
cuidado.
É CORRETO o que se afirma em: