A identidade inerente ao grupo de sujeitos que não nasceram surdos, mas perderam sua audição por algum motivo depois
de adquirir a língua oral, tem características ainda da cultura ouvinte e também demonstra traços da cultura surda. Dependendo da idade em que a surdez chegou, os surdos nela inseridos conhecem a estrutura do português falado; decodificam a
mensagem em português e o envio ou a captação da mensagem na forma da língua oral; usam língua oral ou língua de sinais
para captar a mensagem; e, alguns assumem um comportamento de pessoas surdas. Ex.: na política da identidade surda
usam tecnologia para surdos; convivem pacificamente com as identidades surdas. Sabendo-se que as identidades surdas são
construídas dentro das representações possíveis da cultura surda e que se moldam de acordo com maior ou menor
receptividade cultural assumida pelo sujeito (PERLIN, 2004, p. 77-78), as informações apresentadas são compatíveis com a
identidade: