Insânia*
Não há limites para a insânia, costumava dizer um amigo
meu, grande jornalista e pessoa melhor ainda, desolado ante o
espetáculo da humanidade sobre a Terra. Planejava começar
assim um artigo que não chegou a escrever. Uma pena. Eu próprio teria fornecido ao meu amigo umas ilustrações de insânia
sem limites, e sem que precisasse recorrer à experiência alheia:
rir de si mesmo é uma virtude, e humildemente reconheço que
motivos não me faltam.
*Insânia = loucura, demência, desatino
(WERNECK, Humberto, Esse inferno vai acabar. Porto Alegre:
Arquipélago, 2011, p. 107)
A frase sem que precisasse recorrer à experiência alheia
está-se referindo