“Pensar as redes de serviços exige, nas
palavras de Telma Maria Gonçalves Menicucci,
“colocar o foco sobre o cidadão tomando sua
integralidade”. Aplicado aos casos de violência
doméstica e familiar significa que o foco deve ser
direcionado às mulheres, mas significa também
superar uma visão fragmentada e tradicional de
atendimento, problematizando o significado de
denominações tais como “usuárias”, “pacientes”,
“vítimas”, “assistidas”, empregadas pelas/os
diferentes profissionais e setores ao se referirem ao
seu público-usuário, devendo, na lógica da rede e do
planejamento intersetorial, considerar essas
mulheres como sujeitos políticos e capazes de
transformar a situação em que se encontram a partir
do acesso aos direitos que são universais,
inalienáveis e indivisíveis”.
PASINATO, Wânia. Oito anos de lei Maria da Penha. Entre
avanços, obstáculos e desafios. Revista Estudos Feministas,
v. 23, n. 2, p. 533-545, 2015.
Considerando o texto de Wânia Pasinato, avalie as
asserções a seguir e a relação entre elas.
I. Garantir a cidadania de mulheres em situação
de violência exige o reconhecimento de que
elas são vítimas inábeis para atuar contra
situações de violação de direitos impostas por
homens.
PORQUE
II. O Estado precisa oferecer condições
adequadas para que mulheres em situação de
violência sejam atendidas como cidadãs de
direito capazes fazer sua própria história.
A respeito dessas asserções, é correto afirmar que