Segundo Tavares (2000), o objetivo da
avaliação psicológica não é rotular, mas descrever,
por meio de técnicas reconhecidas e uma
terminologia específica, a melhor compreensão
possível dos aspectos relevantes de uma pessoa,
consoantes com os objetivos específicos das
técnicas utilizadas e de acordo com um conjunto de
informações disponíveis no momento. Nesse sentido
um teste para ser aceito é preciso considerar alguns
aspectos, EXCETO :
A Embora os critérios de fidedignidade não sejam
requisitos para se concluir pela validade de um
instrumento, eles são suficientes para tal. Os procedimentos relacionados à fidedignidade não são
necessários, uma vez que não fornecem estimativas
da consistência interna, das dimensões internas
(estrutura fatorial), da estabilidade temporal, etc.
B Uma formulação diagnóstica, seja por meio de
categorias ou descrições dinâmicas, não pode ser
tomada como definitiva: ela está aberta a
modificações em virtude das limitações de nossas
técnicas e de uma multiplicidade de fatores que
afetam o sujeito no tempo.
C Na prática psicométrica, existe uma postura
orientada por um positivismo clássico que sustenta
que um instrumento de avaliação está validado
simplesmente porque ele atende a alguns requisitos
estatísticos como estrutura fatorial, consistência
interna ou estabilidade temporal, critérios usualmente
chamados de reliability.
D Mesmo quando uma interpretação parece ser
confirmada por observações independentes,
devemos estar abertos à idéia de que novas
informações podem vir a modificar ou complementar
nossa avaliação.
E Considerar ainda que o ser humano se modifica
no tempo em razão de sua experiência, de seus
relacionamentos significativos, do contexto no qual
está inserido, etc. Temos evidências de que
mudanças terapêuticas são possíveis já a partir do
procedimento de avaliação.