Textualidade é a característica fundamental dos textos,
orais ou escritos, que faz com que eles sejam percebidos
como textos. Não é inerente a eles, pois uma mesma
sequência linguística, falada ou escrita, pode ser
considerada como texto legítimo por uns e parecer um
absurdo, sem sentido, para outros. Trata-se de um
componente da competência textual dos falantes, que
lhes permite produzir textos adequados e interpretar
como textos as produções linguísticas que ouvem ou
leem. Um conjunto de palavras ou frases constitui um
texto quando é percebido pelos interlocutores como um
todo articulado e que faz sentido na situação
comunicativa em que ocorre.
A textualidade é construída pelos participantes da
interação verbal. O produtor tem objetivos comunicativos;
o ouvinte/leitor tem expectativas e disposições. Um dos
objetivos de quem produz um texto é que ele seja
entendido e apreciado pelo outro; uma das maneiras de
reagir a um texto é dispor-se a colaborar na construção
de seu sentido, engajando-se no projeto comunicativo do
produtor. Isso é possível porque, em geral, os
interlocutores partilham conhecimentos, práticas e
valores culturais. A construção da textualidade depende
também da interpretação das relações texto-contexto que os participantes vão produzindo durante o processo
comunicativo.
(Disponível em: https://l1nq.com/texto-e-textualidade.adaptado)
Com base no texto, a textualidade: