“Uma das grandes, se não a maior, tragédia do homem moderno, está em que é hoje dominado pela força dos mitos e comandado pela publicidade organizada, ideológica ou não, e por isso vem renunciando cada vez, sem o saber, à sua capacidade de decidir. Vem sendo expulso da órbita das decisões.” (Freire, 1967, p. 43).
Para fazer parte de algum grupo, as pessoas fazem coisas que não gostariam, mas se submetem para serem aceitas. As pessoas querem ser aceitas, pois desejam viver a sensação de igualdade, que é sinônimo de mesmice e não unidade. Essa igualdade é quebrada em pequenas diferenças que dão a sensação de diversidade, mas no fundo as pessoas vivem como rebanhos com a ilusão de individualidade, de seguir suas próprias ideias, de tomar suas próprias decisões enquanto seguem um mesmo padrão, ajustadas, adaptadas, acomodadas, em grupos, mas não, de fato, integradas. Parece paradoxal que ao mesmo tempo que as pessoas fazem parte de tantas “comunidades”, sintam-se cada vez mais solitárias e cada vez mais escutamos sobre o individualismo da nossa sociedade. Fazer parte dessas comunidades, agora cada vez mais virtuais, dá sensação de pertencimento, sem de fato pertencer. E estamos acompanhando o quanto certas comunidades têm incentivado comportamentos violentos como forma de se estabelecerem.
Diálogos da educação libertadora de Paulo Freire com a Educação Física Escolar. Available from: https://www.researchgate.net/publication/ 376263143_Dialogos_da_educacao_libertadora_de_Paulo_Freire_com_ a_Educacao_Fisica_Escolar#fullTextFileContent [accessed Dec 27 2023]. Adaptado
O trecho acima, recém-publicado em livro,
alerta sobre a constante urgência em se
trabalhar, desde a mais tenra idade, com a
construção do pensamento crítico nas aulas de
Educação Física escolar.
Nesse sentido, de acordo com a perspectiva
Libertadora da Educação Física escolar é
correto afirmar que