Com inspiração em Paulo Freire, a Teoria
Pedagógica da Educação Física Escolar
Crítico-Libertadora, enquanto uma alternativa
crítica para a área, é apresentada por Bossle
(2023, p.71) como “alinhada pelo corpo do
oprimido, do corpo consciente e por uma ontoepisteme libertadora”.
No desenvolvimento de
suas notas sobre a supracitada teoria, o autor
mobiliza o conceito freiriano de “ser mais” como
A a originalidade de construção de uma
Educação Física que contemple a
superação e a história de vida dos
corpos, pelas valências corporais
registradas com as atividades físicas, de
ser mais rápido, de ser mais forte e de ser
mais alto.
B a possibilidade de construção de uma
Educação Física que contemple a
historicidade e a história de vida dos
corpos, pelas práticas corporais
representadas com as experiências
existenciais, de ser no mundo e não de
estar, do corpo dos oprimidos.
C a possibilidade de desenvolvimento de
uma cultura de movimento que expresse
a liberdade e a animação dos corpos,
pelas atividades físicas individuais e
coletivas representadas com as
experiências associativas, de vivenciar o
esporte e não apenas consumi-lo.
D o imperativo de construção de uma
Educação Física que aponte para os
corpos plurais, pelas vivências estéticas
manifestas com os movimentos
libertários, de ser quem empreende e não
de estar no mercado, do corpo dos
indolentes.
E o método de desenvolvimento de uma
Educação Física que reconheça as
múltiplas dimensões da performance dos
corpos, pelo espectro das atitudes
grafadas nos movimentos culturalmente
adquiridos e, de fato, incorporados
socialmente.