À medida que a comunicação não violenta substitui nossos velhos padrões de defesa, recuo ou ataque diante dos julgamentos
e críticas, percebemos uma perspectiva nova a nós e aos outros,
assim como nossas intenções e relacionamentos. A resistência,
a postura defensiva e as reações violentas se reduzem ao mínimo. Quando nos concentramos em esclarecer o que o outro
observa, sente e necessita, em vez de julgá-lo e analisá-lo, descobrimos a profundidade da compaixão. Pela ênfase na escuta
profunda, de nós e dos outros, a comunicação não violenta promove respeito, atenção e empatia, gerando desejo mútuo de
nos entregarmos de coração. Observe atentamente o excerto
do livro “Comunicação não violenta”:
No livro, quando coisas ruins acontecem às pessoas boas, o rabino Harold Kushner conta como foi doloroso, quando seu filho
estava morrendo, ouvir o que as pessoas lhe diziam com a
intenção de fazê-lo sentir-se melhor. Ainda mais doloroso foi ele
constatar que durante vinte anos dissera as mesmas coisas a outras pessoas em situações parecidas. A crença de que temos que
consertar situações e fazer com que os outros se sintam melhor
nos impede de estar presentes. Os conselheiros, os pedagogos,
os orientadores educacionais, enfim, são particularmente suscetíveis a essa crença.
A etapa da comunicação não violenta que orienta a este respeito é: