Não é novidade que o ensino em saúde carrega consigo
várias marcas do flexnerianismo. Entre elas, podem-se
considerar alguns problemas pedagógicos, como a
compartimentalização do ensino, o método didático
baseado na transmissão vertical do conhecimento e a
especialização precoce. Um resultado indesejado da falta de
capacitação didática pode ser a ausência de debates,
interesse ou consenso para a construção de um projeto
político-pedagógico claro, o que favorece (e reforça) o
acúmulo de contradições entre o ensino ideal e o real, como:
I. A existência de grades curriculares baseadas em disciplinas
como créditos a serem somados e desvinculados entre si.
II. Os sistemas de avaliação com base na memorização (sem
que se avaliem habilidades técnico-práticas ou de relação
profissional-paciente).
III. A inexistência de bons textos didáticos em algumas áreas,
apesar da proliferação de vários artigos mais complexos e
específicos sobre o mesmo assunto.
IV. A valorização do ensino passivo, com base na transmissão
do saber professor-estudante, e não na construção do
conhecimento com o próprio estudante como
protagonista.
Está(ão) CORRETO(S):