Estudos sobre os egressos do sistema prisional tratam
da realidade vivenciada por eles no mercado de
trabalho. Mostram os processos presentes na dinâmica
de inclusão social.
Nesse contexto e considerando reinserção do expresidiário no mercado de trabalho, é incorreto afirmar:
A A reincidência criminal é vista pelo ex-presidiário
não apenas como consequência das dificuldades
enfrentadas por ele no processo de inclusão
social, mas também como atributo de caráter e,
nesse sentido, o estigma pode contribuir para
gerar um ciclo vicioso: por ser egressa, a pessoa
tem dificuldade ao acesso pleno a direitos
fundamentais básicos, o que acaba impelindo
seu retorno à sociedade e, assim, o impelindo a
viver de forma precária, favorecendo os fatores
que podem deixá-lo novamente vulnerável.
B Os egressos do sistema prisional se encontram
em situação de desvantagem na entrada no
mercado de trabalho. Muitas vezes, essa
desvantagem é agravada pelas condições
desumanas experimentadas na prisão, em que
não é proporcionada a construção de uma nova
vida nem uma expectativa dela.
C Os ex-presidiários, enquanto privados da
liberdade, estiveram expostos a um ritmo de
vida marcado pela violência, em que a prática
de crime é um valor e motivo de respeito frente
aos demais encarcerados. A agressividade
torna-se, pois, um modo de vida voltado à defesa
e sobrevivência.
D O ofício aprendido dentro do sistema prisional,
normalmente em execução de trabalhos
manuais (costura de bolas, colagem de pipas,
parte da produção de vassouras, por exemplo),
apresenta-se como primeira oportunidade
disponível ao ex-presidiário, uma vez que estes
trabalhos manuais são presentes em grande
quantidade no mercado de trabalho fora do
sistema prisional.