Acerca da sociedade colonial brasileira entre os
séculos XVI e XVIII; considere o texto abaixo.
No Brasil colonial, seguindo o costume português,
desde o despertar o cristão se via rodeado de lembranças do reino dos Céus. Na parede contígua à cama,
havia sempre algum símbolo visível da fé cristã: um
quadrinho ou caixilho com gravura do anjo da guarda
ou do santo; uma pequena concha com água-benta; o
rosário dependurado na cabeceira da cama.
MOTT, Luiz. Cotidiano e vivência religiosa: entre a capela e o
calundu. In: SOUZA, Laura de Mello e (Org.). História da vida privada
no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1997. v. 1. p. 164-166.
Analise as afirmativas abaixo em relação ao assunto.
1. Em muitas propriedades rurais mais abastadas, próximo às casas-grandes dos engenhos
de açúcar, era comum a construção de uma
capela ou ermida, onde um sacerdote residente ou de fora prestava assistência religiosa
aos senhores e à escravaria e agregados.
2. Apesar de os oratórios e santos de casa serem
bentos e abençoados pelo vigário ou missionário em suas visitas residenciais, nem
sempre a relação dos moradores com tais
simulacros seguia as normas permitidas pela
ortodoxia católica.
3. O oratório funcionava como uma espécie de
relicário, onde eram conservados, além de
eventuais relíquias “verdadeiras” do Santo
Lenho, da coluna onde Cristo foi açoitado,
pedacinhos de osso de algum santo e, eventualmente, até um bocadinho do “leite em pó”
de Nossa Senhora.
4. No oratório guardavam-se alguns “talismãs”
aceitos ou tolerados pela Igreja, a saber, “a rosa-
-de-jericó”, a qual, posta contraída e seca num
copo de água, na intenção de alguma parturiente, caso abrisse rapidamente, significava
bom sucesso; no caso contrário, morte certa.
5. A palha benta do Domingo de Ramos é outro
exemplo típico desta crendice popular do
período colonial brasileiro. Era conservada
como poderoso antídoto contra raios, coriscos
e tempestades.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas
corretas.