A crise de representação e o crescimento da participação da sociedade civil nos
processos políticos têm gerado novas dinâmicas de representação política, o que
resulta na necessidade de compreendê-la em sua dimensão processual. Essas
novas dinâmicas abarcam a compreensão de que:
I. A representação se constitui como atividade que pressupõe interações
contínuas, ao longo do tempo, entre representantes e representados,
não havendo definição prévia do que é representado e de quem o representa.
II. Há uma diversidade de atores sociais que exercem representação política de fato, cujas ações são dirigidas para um público que buscam
atrair e convencer sobre questões diversas, muitas das quais escapam do alcance da representação democrática do Estado Nacional.
III. A legitimidade da representação desses novos atores não é proveniente da autorização, como é no caso do eleitor, mas das funções discursivas sustentadas pela apresentação de temas e questões postos
para o debate na esfera pública.
IV. Há modalidades de representação, de largo alcance e muitas vezes
informais, que não requerem controle por aqueles que dizem representar, precisando apenas que esses representantes tornem pública
sua atuação.
Estão CORRETAS apenas as afirmativas.