João, um paciente assintomático, de 56 anos de idade, sedentário e hipertenso, foi ao ambulatório para consulta de rotina. Na consulta, não apresentou cardiopatia estrutural e relatou o uso de clortalidona, 25mg ao dia. Ao exame físico, referiu índice de massa corporal (IMC) = 36 kg/m2, pressão arterial (PA) de 158 mmHg × 96 mmHg (média de três medidas consecutivas), frequência cardíaca (FC) de 84 bpm e circunferência abdominal de 116 cm. Apresentou o resultado de exames realizados recentemente com os seguintes resultados: triglicerídios de 303 mg/dL, colesterol total de 285 mg/dL, HDL colesterol de 30 mg/dL, LDL colesterol de 195 mg/dL e glicemia de jejum de 142 mg/dL. Apresentou, ainda, resultado de exames realizados havia 6 meses, relativos à glicemia de jejum, com valor de 139 mg/dL. Realizou eletrocardiograma e outros exames laboratoriais de rotina, que referiram resultados normais.
Considerando o caso clínico apresentado acima, julgue os itens de 5 a 10.
A proteína C-reativa de alta sensibilidade pode ser utilizada para auxílio na estratificacação de risco de João e, caso seu valor esteja aumentado, João deve ser estratificado em uma categoria de risco cardiovascular superior a atual, o que justifica o controle mais rigoroso de seus fatores de risco.