“A trajetória dos últimos 20 anos de
sindicalismo no Brasil é, como salientaram vários
autores (Iram Jacome Rodrigues, Francisco de
Oliveira e Armando Boito), de uma passagem, no
plano da estratégia sindical, da “confrontação à
cooperação conflitiva” (RODRIGUES, I., 1995), ou
ainda, da luta de classes na produção para uma
“convergência antagônica” (OLIVEIRA, 1993), ou
uma sindicalismo de “concertação social”, que é,
nada mais, nada menos, que um defensivismo de
novo tipo, de caráter neocorporativo. Diríamos que
tende a prevalecer cada vez mais, na prática sindical,
principalmente hegemônica no interior da CUT, um
neocorporativismo operário, que tende a debilitar a
perspectiva de classe que caracterizou a luta política
e sindical nos anos 80.
ALVES, Giovanni Antonio Pinto. Do novo sindicalismo à
concertação social: ascensão (e crise) do sindicalismo no
Brasil (1978-1998)”. Revista de Sociologia e política, p.
111-124, 2000.
A partir da ideia de mudanças no sindicalismo
retratadas no texto, avalie as afirmações a seguir.
I. Os sindicatos, nos últimos vinte anos,
entenderam as teses da luta de classe e se
tornaram instituições propensas a negociar
em prol de seus interesses revolucionários.
II. As lutas dos sindicatos passaram a evidenciar
as contradições do sistema capitalista,
expondo a alienação do trabalhador em
relação ao produto do trabalho.
III. O sindicalismo passou por transformações
em suas dinâmicas políticas, passando de
uma lógica de contestação para de
negociação integrada ao sistema capitalista.
É correto o que se afirma somente em