A partir da segunda metade do século
XIX, parte da sociedade portuguesa passou a
repudiar o comércio e a mão de obra utilizados pela elite brasileira. Acerca dessa questão
assinale a alternativa correta.
A O tráfico de escravos passou a ser
contestado como prática econômica em
Portugal justamente após o período de
libertação das colônias americanas e
africanas, quando a economia lusa foi
obrigada a se reorganizar e investir na
industrialização, buscando novos mercados
consumidores junto junto a suas antigas colônias.
B Fundamentada na questão abolicionista, que
já existia no Brasil desde a década de 1830
quando a Inglaterra aboliu a escravidão de
suas colônias, a sociedade portuguesa
passou a contestar o tráfico de escravos
fortemente influenciada pelos ideais liberais,
mas também como questionamento à
aristocracia brasileira, que ainda mantinha escravos africanos como força de trabalho
em pleno século XIX.
C As represálias da sociedade portuguesa foram oriundas do rápido enriquecimento
das antigas colônias portuguesas,
especialmente o Brasil, quando após a
independência, efetivada em 1822, passou a
obter lucratividade com a venda do café e,
consequentemente, passou a não pagar
impostos à antiga metrópole, Portugal, que
buscava um meio para recolonizar o Brasil
mesmo com a permanência de Pedro I na
América.
D A ligação de Portugal com a Inglaterra
remonta às décadas iniciais do século XIX,
quando a esquadra inglesa acompanhou o
monarca português, D. João VI, até o Rio de
Janeiro, permitindo que se mantivesse a unidade territorial do império ultramarino
português mesmo diante do assédio do
exército de Napoleão Bonaparte, sendo que
a repulsa à figura do açoriano traficante de
escravos deve-se à influência inglesa, que
buscava a hegemonia do comércio de
escravos em escala mundial.
E A supressão do tráfico de mão de obra
africana no Brasil foi ocasionada pela
mudança de paradigma propiciado pela promulgação da Constituição de 1824, que dava aos brasileiros opção para escolher se
optariam ou não pelo uso de escravos
africanos, tornando o comércio de escravos
como atividade ilegal no Velho Mundo.