“[...] o gramático e historiador português João de Barros escreveu, no século XVI, que o modelo de língua a
ser seguido deveria ser a língua dos ‘barões doutos’, isto é, dos homens da nobreza. Também o francês
Vaugelas, no século XVII, dizia que a língua-padrão tinha que se basear no uso ‘da parte mais sadia da Corte’.
E até hoje, na Inglaterra, a língua que deve servir de modelo se chama ‘Queen’s English’, o inglês da Rainha.
E ao findar o século XX, o gramático e filólogo brasileiro Evanildo Bechara dizia que devemos levar o aluno ‘a
falar melhor com os melhores’”. (BAGNO, Marcos et all. Língua materna: letramento, variação e ensino, p. 29. São Paulo: Parábola, 2002).
Marcos Bagno, no texto em destaque, discute a concepção tradicional do ensino da língua. A respeito disso,
julgue as afirmativas abaixo e marque a alternativa correta.
I - O ensino da língua opera com uma sucessão de reduções: língua, norma e gramática.
II - A gramática é entendida como uma série de regras de funcionamento mecânico que devem ser
seguidas à risca para dar um resultado perfeito e admissível.
III - Por causa da concepção reducionista do ensino em língua, norma e gramática, como uma abstração
arrancada de sua realidade social, histórica e cultural, é que podemos afirmar que existe uma distância
muito grande entre as regras gramaticais descritas e prescritas pela norma-padrão tradicional.
Esta questão foi aplicada no ano de 2018 pela banca IF-MT no concurso para IF-MT. A questão aborda conhecimentos da disciplina de Língua Portuguesa, especificamente sobre Compreensão e Interpretação Textual, Análise Textual.
Esta é uma questão de múltipla escolha com 5 alternativas. Teste seus conhecimentos e selecione a resposta correta.