Leia o texto a seguir para responder à questão:
Antes de 2023 e 2024 – os anos mais quentes já registrados – as consequências do calor extremo não estavam
no radar das prefeituras nas grandes cidades brasileiras, e
o assunto ficava restrito a uma questão puramente meteorológica. Mas as ondas de calor sucessivas levaram os governos a adotar atitudes emergenciais para mitigar os efeitos do
calor e diminuir o risco para a população.
Em setembro de 2023, a prefeitura de São Paulo iniciou
a Operação Altas Temperaturas, em parceria com o governo do estado, que é mobilizada sempre que os termômetros
atingem 32 ºC.
A infraestrutura consiste em 10 tendas que são montadas
em pontos estratégicos da cidade e que acolhem qualquer
pessoa que precise de um local com temperatura amena
para descansar e se hidratar, mas o foco é a população vulnerável e em situação de rua. Há distribuição de água, chá
gelado, frutas e bonés para pessoas em situação de rua e
vendedores ambulantes.
Em junho de 2024, a prefeitura do Rio de Janeiro implementou um protocolo de alerta, com a classificação de níveis
de calor, para ajudar a estabelecer ações públicas nos períodos em que a cidade estiver sob altas temperaturas. A escala
vai de 1 a 5.
Nesses dias, a prefeitura adota procedimentos como
indicação de equipamentos públicos já existentes que servem como pontos de resfriamento, oferta de estações de
hidratação ou distribuição de água e cancelamento ou
reagendamento de eventos de médio e grande porte, assim
como megaeventos em áreas externas.
(Isadora Rupp, https://www.nexojornal.com.br/expresso/2025/02/23/
clima-calor-extremo-mudancas-climaticas-desigualdade-cidade-solucao,
23.02.2025. Adaptado)