Diante dos vários problemas socioambientais vivenciados na atualidade, incluindo
doenças, mudanças climáticas, perda de biodiversidade, altos níveis de insegurança social,
desigualdades socioeconômicas, entre outros, cabe considerar quais têm sido e quais
devem ser os papéis ou as contribuições da educação em geral, e da educação científica
para os contextos sociais mais amplos nos quais elas se inserem. Os sistemas educativos
sempre estabelecem relações com os problemas socioambientais, não é razoável o
discurso de uma postura “supostamente” neutra (ou indiferente) com relação a esses
problemas (Conrado e Nunes-Neto, 2018).
Nesse contexto, os autores concluem na sua obra que:
I. A importância das aplicações de propostas de ensino, baseadas em questões
sociocientíficas, terem como meta o fomento de ações sociopolíticas e a formação
de ativistas sociopolíticos a longo prazo.
II. A capacitação para ações sociopolíticas e, a curto prazo, a formação de ativistas,
que implica transformações de identidades pessoais dos professores, podem ser
usadas para abordagem das questões sociocientíficas em sala de aula ou em
comunidades de aprendizagem mais abrangentes.
III. A aprendizagem de fatos, conceitos, procedimentos, técnicas e métodos é ponto
de partida e meio. Já o alcance da aprendizagem de valores, normas, atitudes,
prática de ações sociopolíticas e iniciativas duradouras de ativismo, deveria ser o
ponto de chegada da estrutura curricular.
IV. As estratégias de ensino tradicional-tecnicista são inadequadas para a
aprendizagem de fatos, conceitos e técnicas, porém facilitam o cumprimento de
muitos objetivos educacionais estabelecidos para a educação científica, pois
reproduzem modelos e ideologias dominantes do sistema social vigente.
De acordo com a percepção dos autores, estão corretas, apenas, as afirmativas