Considere o trecho retirado do livro “Crítica da
Razão Negra”, de Achille Mbembe:
“É justamente essa função de armadilha que as
estátuas, efígies e monumentos coloniais desempenham.
Para além de suas variedades, remetem a três nomes.
São, na verdade, antes de mais nada, objetos. [...]
Enquanto objetos, constituem blocos inertes, eretos,
aparentemente mudos. São, além disso, objetos que, em
sua maioria, apresentam a forma de um corpo humano
ou de um animal (caso do cavalo que carrega um conquistador). Representam mortos. Neles, o morto se
torna uma coisa elaborada. Afinal, esses mortos foram,
num dado momento da sua vida, sujeitos. É essa
qualidade de sujeito que buscam preservar as estátuas
que os representam.”
Para o autor, não existe estátua alguma sem a fusão
de: