Logo
QuestõesDisciplinasBancasDashboardSimuladosCadernoRaio-XBlog
Logo Questionei

Links Úteis

  • Início
  • Questões
  • Disciplinas
  • Simulados

Legal

  • Termos de Uso
  • Termos de Adesão
  • Política de Privacidade

Disciplinas

  • Matemática
  • Informática
  • Português
  • Raciocínio Lógico
  • Direito Administrativo

Bancas

  • FGV
  • CESPE
  • VUNESP
  • FCC
  • CESGRANRIO

© 2026 Questionei. Todos os direitos reservados.

Feito com ❤️ para educação

/
/
/
/
/
/
  1. Início/
  2. Questões/
  3. Língua Portuguesa/
  4. Questão 457941200688094

As preposições são conectivos que, postos entre dois termos, estabe...

📅 2019🏢 IBADE🎯 Prefeitura de Vitória - ES📚 Língua Portuguesa
#Compreensão e Interpretação Textual#Preposições#Análise Sintática#Análise Textual#Sintaxe#Morfologia

Esta questão foi aplicada no ano de 2019 pela banca IBADE no concurso para Prefeitura de Vitória - ES. A questão aborda conhecimentos da disciplina de Língua Portuguesa, especificamente sobre Compreensão e Interpretação Textual, Preposições, Análise Sintática, Análise Textual, Sintaxe, Morfologia.

Esta é uma questão de múltipla escolha com 5 alternativas. Teste seus conhecimentos e selecione a resposta correta.

1

457941200688094
Ano: 2019Banca: IBADEOrganização: Prefeitura de Vitória - ESDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Compreensão e Interpretação Textual | Preposições | Análise Sintática | Análise Textual | Sintaxe | Morfologia
Texto associado

A uma senhora

    Com que então, minha senhora, está fazendo mais um ano de casada. Não lhe mando flores, que a distância não permite. Telefonar custa uma pequena fortuna, e ruídos errantes entram na conversa, abafando as vozes; nada mais enervante do que sentir a voz sem poder captá-la, ou recolher somente pedaços de frase, palavras soltas. Não lhe mando telegrama, pois a senhora mesmo o dispensou: costuma não chegar, seja porque há crise política por aqui, seja que há crise militar por aí, e vice-versa; ou as duas crises juntas nos dois lugares. E telegrama está sempre omitindo, calando; de tanto calar, não exprime nada. Por isso, escrevo-lhe. Carta leva quatro dias para chegar. Tanto melhor: quando a receber, estará pensando em outra coisa. Se fosse pelo correio, reconheceria logo a letra no envelope. Indo pelo jornal (astúcia minha), lerá desprevenida as primeiras linhas, até descobrir: “É comigo”.

    É com a senhora mesmo e com seu marido que estou falando, mas tenho motivo especial para dirigir-me aos dois por seu intermédio. Conheço-a há bem mais tempo do que a ele. Posso dizer, sem exagero, que a vi nascer; quando ele me apareceu, era homem feito e vinha trazido pela senhora. Aprovei a escolha, porque função de amigo é aprovar; e acho que não andei mal. A prova é esta carta.

     Estou me lembrando de como as coisas se passaram. Tudo é tão liso na vida de uma pessoa; os dias repetem os dias; de súbito não repetem mais. A pessoa é a mesma; os fatos mudam. A senhora levava uma vidinha tranquila de estudante, ganhara bolsa em Paris, não era de coquetéis; por desfastio, foi a um, conheceu lá um fulano que lhe falou qualquer coisa; não era conversa de pegar, pegou. Tratava-se de ilustre desconhecido, ou antes, de dois ilustres desconhecidos um para o outro. Ele estava de passagem e voltou logo para o seu país. Assim desconhecidos, um mês depois se casavam, à base de intuição e maluquice. Paris foi trocada por outra cidade, de outra nação. Ficamos sem a senhora e nem nos queixamos; obrigação de amigo é não se queixar. Eu aprendera sozinho: vida é aceitação. 

    Os dois malucos conheceram o delicioso e o difícil, a rotina e a quimera, os problemas, as melancolias, os sustos, as angústias, as distrações infantis que vêm depois das angústias; no total, viveram. A população do globo foi aumentada pelos dois em escala razoável: nem muito nem com avareza. Daqui estou ouvindo, ou esperando ouvir, na visita do ano, os gritos de três molequinhos que me julgam uma peça arqueológica simpática. Também me divirto com eles, nesse período; e com isso, e com as demais presenças, embalo a falta da senhora no resto do ano. Pois amigo deve ter imaginação suficiente para fazer, de falta, companhia.

     A senhora, seu marido e os moleques recebam este abraço absolutamente real.


(ANDRADE, C. Drummond de Cadeira de balanço. 11 ed. Rio de Janeiro: J. Olympio Editora, 1979, p. 142-143.)

As preposições são conectivos que, postos entre dois termos, estabelecem uma relação de subordinação entre o termo determinante e o determinado. Essa relação de subordinação pode ser meramente sintática, ou pode exprimir um valor semântico. Das preposições sublinhadas nos enunciados abaixo, HÁ ERRO de análise sintático-semântica em:
Gabarito comentado
Anotações
Marcar para revisão

Acelere sua aprovação com o Premium

  • Gabaritos comentados ilimitados
  • Caderno de erros inteligente
  • Raio-X da banca
Conhecer Premium

Questões relacionadas para praticar

Questão 457941200090862Língua Portuguesa

Assinale a alternativa que está na Voz Passiva.

#Morfologia Verbal#Flexão de Voz Verbal
Questão 457941200369051Língua Portuguesa

“De repente, escureceu.” (5º parágrafo). A situação que provocou essa afirmação no texto é:

#Compreensão e Interpretação Textual#Análise Textual
Questão 457941200509972Língua Portuguesa

Assinale a alternativa em que o uso da crase está correto e é obrigatório, de acordo com a norma culta da língua.

#Uso da Crase
Questão 457941201078190Língua Portuguesa

Apenas uma das formas verbais destacadas a seguir foi conjugada no modo imperativo.Assinale-a.

#Morfologia Verbal#Flexão de Modo Verbal
Questão 457941201139277Língua Portuguesa

"Tenho-me esforçado por não rir das ações humanas, por não deplorá-las nem odiá-las, mas por entendê-las." 1°§ A palavra destacada apresenta o sentido...

#Semântica Contextual#Análise Textual
Questão 457941201759524Língua Portuguesa

De acordo com o texto, pode-se afirmar que:

#Compreensão e Interpretação Textual#Análise Textual

Continue estudando

Mais questões de Língua PortuguesaQuestões sobre Compreensão e Interpretação TextualQuestões do IBADE