Considerando os conhecimentos da tradição filosófica no que diz res...
🏢 IBFC🎯 DPE-MT📚 Filosofia
#Fundamentos da Filosofia#Teoria Política
Esta questão foi aplicada no ano de 2022 pela banca IBFC no concurso para DPE-MT. A questão aborda conhecimentos da disciplina de Filosofia, especificamente sobre Fundamentos da Filosofia, Teoria Política.
Esta é uma questão de múltipla escolha com 4 alternativas. Teste seus conhecimentos e selecione a resposta correta.
Leia com atenção o trecho abaixo para
responder à questão que se seguem.
“Todo agir orientado em sentido ético pode oscilar
entre duas máximas radicalmente diferentes e
irreconciliavelmente opostas, isto é, pode ser
orientado segundo a “ética da intenção” ou segundo
a “ética da responsabilidade”. Não que a ética da
intenção coincida com a falta de responsabilidade,
e a ética da responsabilidade coincida com a falta
de boas intenções. Claro que não queremos dizer
isso, mas há uma diferença intransponível entre o
agir segundo a máxima da ética da intenção, a qual
– em termos religiosos – soa: “O cristão age como
justo e coloca os resultados nas mãos de Deus”, e
o agir segundo a máxima da ética da
responsabilidade, segundo a qual é preciso
responder pelas consequências (previsíveis) das
próprias ações.
(WEBER, 1919 apud GALIMBERTI, 2006, p. 530, grifos do autor).”
Considerando os conhecimentos da tradição
filosófica no que diz respeito às reflexões
éticas, analise as afirmativas abaixo e assinale
a alternativa correta.
I. Embora se possa contra argumentar no sentido
do reducionismo ou da supersimplificação, é
comumente aceita a classificação do
pensamento moral kantiano, considerando as
duas classes apresentadas no trecho citado,
como exemplo de “ética da intenção”.
II. O juízo moral que parte da consideração das
intenções do agente necessariamente assume
como ponto de partida a finitude, ou, com outras
palavras, os limites do conhecimento humano -
e essa é a premissa kantiana. A razão disso se
mostra na evidência de que não sendo o agente
moral capaz de conhecer a totalidade dos
efeitos de suas ações, torna-se impossível julgar
a moralidade destas segundo seus efeitos.
III. Embora seja verdadeira a premissa da finitude
humana do ajuizamento moral na ética da
intenção, a razão capaz de justificar essa
premissa, em Kant, não pode supor
contingências, isto é, a intenção é moral por sua
forma, não por uma consideração psicológica
das condições do agente.
IV. O exemplo da máxima da ética da intenção
apresentado por Weber, na forma do
pensamento religioso: “O cristão age como justo
e coloca os resultados nas mãos de Deus”,
poderia ser interpretado como se segue: “O
crisão não é responsável pelos efeitos de suas
ações”.